22 janeiro 2012
18 janeiro 2012
17 janeiro 2012
14 janeiro 2012
11 janeiro 2012
BIBLE: (ou notes on translation)
10 janeiro 2012
Acordo Ortográfico: Desmaiativo
Desmaiativo: Algo que é tão bonito que dá vontade de desmaiar.
(dedicated to my friend X.)
09 janeiro 2012
04 janeiro 2012
03 janeiro 2012
Melhores filmes de 2011 #20
Este filme é tão terrivelmente belo que dá vontade de chorar. É um trabalho meticuloso, obsessivo-compulsivo mesmo, de montagem de imagens em perfeita sincronia com música. Curiosamente a presença do realizador dessacralizou a sessão (o senhor no alto dos seus 66 anos passou a sessão a correr escada a baixo e escada a cima, para ir à cabine de projecção regular o som do filme, ou para tirar fotografias à projecção...)
Imagens do filme tiradas daqui.
02 janeiro 2012
Melhores filmes de 2011 #19
All That Jazz de Bob Fosse
(dvd)
Em 2011 descobri o Bob Fosse, personagem com uma vida e um trabalho fascinante. Este filme é uma espécie de auto-retrato de Fosse. Muito negro e violento, acaba com o corpo do protagonista, um coreógrafo/realizador, a ser fechado num body-bag enquanto se ouve "There's no business, like show business." O que é que há mais a dizer?
Melhores filmes de 2011 #18
A situação do Jafar Panahi deixa-me completamente angustiado. Este filme foi feito enquanto estava em prisão domiciliária e antes de lhe ter sido confirmada a pena de 6 anos de prisão e 20 anos sem poder filmar. A ideia de que esta pena seja sequer possível, é para mim alucinante.
O filme é um retrato do realizador encurralado (filmado por outro realizador que foi também preso, entretanto).
Panahi está o filme todo a fazer o que sabe que não pode: lutar. Mas também sabe que é a única coisa que tem que continuar a fazer.
No final vê-se o exterior, lá fora as ruas ardem. Mas ainda não o suficiente.
Melhores filmes de 2011 #17
Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes
(cinemateca- ciclo: "O cinema à volta de cinco, artes cinco artes à volta do cinema: cinema e musicalidade")
Este filme é absolutamente surpreendente, basta ver aliás este excerto para ter uma ideia de como a montagem e os movimentos de câmara, por exemplo, são breath-taking.
O filme passou num ciclo sobre cinema e musicalidade, enquanto via alguns filmes do ciclo pensava no que era a grande diferença entre a musicalidade e a coreografia (tema de outro ciclo anterior dos mesmos programadores), porque na realidade a musicalidade, se pensarmos em découpage e em movimentos de câmara, traduz-se na coreografia. Mas a diferença é este filme! É profundamente musical, sem isso se traduzir na coreografia dos planos. Que pena que o Lopes não tenha feito mais filmes assim...
30 dezembro 2011
Melhores filmes de 2011 #16 (ou Sobre o sofrimento de ver um filme pela segunda vez)
In a Lonely Place de Nicholas Ray
(cinemateca- ciclo: "We can't go home again- integral Nicholas Ray")

Devi de Satyajit Ray
(cinemateca- ciclo: "O cinema à volta de cinco, artes cinco artes à volta do cinema: cinema e musicalidade")
(cinemateca- ciclo: "We can't go home again- integral Nicholas Ray")

Devi de Satyajit Ray
(cinemateca- ciclo: "O cinema à volta de cinco, artes cinco artes à volta do cinema: cinema e musicalidade")
Normalmente gosto muito de rever filmes (os bons, claro), mas tive uma reacção particularmente difícil quando revi recentemente estes dois filmes. A constante memória dos respectivos finais assombrou-me durante todo o filme e tudo o que eu sentia enquanto os via era a angústia de saber que acabam mal, sempre, que não há esperança que eles desta vez acabem de maneira diferente.
29 dezembro 2011
Melhores filmes de 2011 #15
Pater de Alain Cavalier
(cinema)
O que eu mais gosto neste filme é nunca sabermos muito bem o que estamos a ver, um realizador e um actor que se filmam um ao outro, e que fazem uma ficção: o realizador é um presidente da república e o actor um candidato a primeiro ministro. Mas o que é maravilhoso é os vários níveis que este jogo pode ter. No trailer há uma cena em que o actor, o Vincent Lindon, diz que começa a acreditar que podia realmente vir a ser primeiro ministro, se se esforçasse, se trabalhasse para isso. Mas o que é genial é que quando eu vi essa cena no filme (vi o filme antes de ver o trailer), não tive a certeza se quem dizia, que acreditava poder ser ministro, era o Vincent Lindon-actor ou o Vincent Lindon-personagem. Nada é o que parece em Pater e principalmente nada tem uma leitura linear.
Melhores filmes de 2011 #14


The Anthem de Apichatpong Weerasethakul
(cinemateca- ciclo: "O mundo mágico de Apichatpong Weerasethakul")
O ciclo integral do Apichatpong na cinemateca incluía 4 sessões de curtas que começavam todas com o mesmo filme, The Anthem, um filme de 5 minutos com apenas 2 planos e que foi um dos filmes que mexeu mais comigo este ano, tornando-se talvez até numa obsessão para mim.
No dia em que o vi pela primeira vez, fui a duas sessões de curtas seguidas e por isso vi o filme 2 vezes, mas apercebi-me que quanto mais o via, mais tinha vontade de o rever. Desde essa altura já o revi muitas vezes, mas continua a deixar-me intrigado. É já o meu filme preferido do Apichatpong, juntamente com o Syndromes and a Century (se é que se pode comparar um filme de 5 minutos com um filme de 105...)
28 dezembro 2011
idle
A Etta James está internada, ligada a um ventilador e sedada, foi-lhe diagnosticada leucemia terminal e demência. Momentos antes de morrer vai acordar, tirar o tubo que tem na boca e, com o resto de voz que lhe sobrar, vai cantar o "At Last". Talvez sobreviva até ao final da música, talvez morra a meio, mas o seu filme terá um belo final.
27 dezembro 2011
Melhores filmes de 2011 #13

Rubber de Quentin Dupieux
(tirado da net, porque já estava farto de esperar que passasse nalgum sítio e não tinha sequer esperança que estreasse no cinema comercial, onde acabou por estar durante uma semana...)
Adoro os filmes do Quentin Dupieux. O Teo disse que este filme era a minha cara. E é. Gostava de o ter feito (mas não o fazia assim).
Não estava à espera que este filme estreasse no cinema, mas estava ainda menos à espera que fosse recebido com tanta indiferença, não houve nenhum crítico que realmente odiasse ou que realmente amasse, tudo mais ou menos indiferente, nada como a crowd da net...
Não estava à espera que este filme estreasse no cinema, mas estava ainda menos à espera que fosse recebido com tanta indiferença, não houve nenhum crítico que realmente odiasse ou que realmente amasse, tudo mais ou menos indiferente, nada como a crowd da net...
Melhores filmes de 2011 #12
Há filmes assim, uns odeiam, outros adoram. Eu adorei, mas percebo os haters (alguns)... Admito que a música é horrível (principalmente o Lacrimosa), sei que é tudo tão estúpidamente belo que se torna insuportável e também detesto a cena final... Mas mesmo assim isso não me impediu de amar o filme e de ficar durante semanas obcecado a pensar na montagem alucinante deste filme (já aqui falei sobre isto). A marca que me deixou foi forte e mesmo que não seja perfeito (como era o The New World), foi dos filmes que mais me impressionou este ano.
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