18 janeiro 2012

Bientôt nous serons de nouveau ensemble.


Sonho de Uma Noite de Verão de Teatro Praga

17 janeiro 2012

Soon we'll be together again.

Play, The Film de Cão Solteiro & André Godinho
Play, The Film de Cão Solteiro & André Godinho
pic by Alípio Padilha

11 janeiro 2012

BIBLE: (ou notes on translation)


(esta edição tem uma capa muito bonita, mas tem logo um erro de tradução no título, o que não é bom sinal.
Deveria se ler "Notes on the Cinematographer")

10 janeiro 2012

Definition of desmaiativo:

Mamma Roma by Pier Paolo Pasolini
"Mamma Roma" di Pier Paolo Pasolini

Acordo Ortográfico: Desmaiativo

An Unseen Enemy by D W Griffith
An Unseen Enemy by D.W. Griffith

Desmaiativo: Algo que é tão bonito que dá vontade de desmaiar.
(dedicated to my friend X.)

04 janeiro 2012

Para este ano (e sim, este post é sobre a crise):

"Votre combinaison, le saviez-vous, dépasse."
La Chambre Jaune by Andre Godinho

03 janeiro 2012

Melhores filmes de 2011 #20




















"Estudos sobre o Declínio do Ocidente" de Klaus Wyborny
(cinemateca- ciclo: "Resíduos")

Este filme é tão terrivelmente belo que dá vontade de chorar. É um trabalho meticuloso, obsessivo-compulsivo mesmo, de montagem de imagens em perfeita sincronia com música. Curiosamente a presença do realizador dessacralizou a sessão (o senhor no alto dos seus 66 anos passou a sessão a correr escada a baixo e escada a cima, para ir à cabine de projecção regular o som do filme, ou para tirar fotografias à projecção...)
Imagens do filme tiradas daqui.

02 janeiro 2012

Melhores filmes de 2011 #19


All That Jazz de Bob Fosse
(dvd)

Em 2011 descobri o Bob Fosse, personagem com uma vida e um trabalho fascinante. Este filme é uma espécie de auto-retrato de Fosse. Muito negro e violento, acaba com o corpo do protagonista, um coreógrafo/realizador, a ser fechado num body-bag enquanto se ouve "There's no business, like show business." O que é que há mais a dizer?

Melhores filmes de 2011 #18



This is Not a Film de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb
(dvd)

A situação do Jafar Panahi deixa-me completamente angustiado. Este filme foi feito enquanto estava em prisão domiciliária e antes de lhe ter sido confirmada a pena de 6 anos de prisão e 20 anos sem poder filmar. A ideia de que esta pena seja sequer possível, é para mim alucinante.
O filme é um retrato do realizador encurralado (filmado por outro realizador que foi também preso, entretanto).
Panahi está o filme todo a fazer o que sabe que não pode: lutar. Mas também sabe que é a única coisa que tem que continuar a fazer.
No final vê-se o exterior, lá fora as ruas ardem. Mas ainda não o suficiente.

Melhores filmes de 2011 #17


Uma Abelha na Chuva de Fernando Lopes
(cinemateca- ciclo: "O cinema à volta de cinco, artes cinco artes à volta do cinema: cinema e musicalidade")

Este filme é absolutamente surpreendente, basta ver aliás este excerto para ter uma ideia de como a montagem e os movimentos de câmara, por exemplo, são breath-taking.
O filme passou num ciclo sobre cinema e musicalidade, enquanto via alguns filmes do ciclo pensava no que era a grande diferença entre a musicalidade e a coreografia (tema de outro ciclo anterior dos mesmos programadores), porque na realidade a musicalidade, se pensarmos em découpage e em movimentos de câmara, traduz-se na coreografia. Mas a diferença é este filme! É profundamente musical, sem isso se traduzir na coreografia dos planos. Que pena que o Lopes não tenha feito mais filmes assim...

30 dezembro 2011

Melhores filmes de 2011 #16 (ou Sobre o sofrimento de ver um filme pela segunda vez)


In a Lonely Place de Nicholas Ray
(cinemateca- ciclo: "We can't go home again- integral Nicholas Ray")


Devi de Satyajit Ray
(cinemateca- ciclo: "O cinema à volta de cinco, artes cinco artes à volta do cinema: cinema e musicalidade")

Normalmente gosto muito de rever filmes (os bons, claro), mas tive uma reacção particularmente difícil quando revi recentemente estes dois filmes. A constante memória dos respectivos finais assombrou-me durante todo o filme e tudo o que eu sentia enquanto os via era a angústia de saber que acabam mal, sempre, que não há esperança que eles desta vez acabem de maneira diferente.


Na folha da cinemateca de In a Lonely Place fala-se sobre o paralelo que há entre o personagem do Humphrey Bogart e o próprio Ray, quando saí do filme senti-me como a Gloria Grahame, agredido, apaixonado e só.

29 dezembro 2011

Melhores filmes de 2011 #15


Pater de Alain Cavalier
(cinema)

O que eu mais gosto neste filme é nunca sabermos muito bem o que estamos a ver, um realizador e um actor que se filmam um ao outro, e que fazem uma ficção: o realizador é um presidente da república e o actor um candidato a primeiro ministro. Mas o que é maravilhoso é os vários níveis que este jogo pode ter. No trailer há uma cena em que o actor, o Vincent Lindon, diz que começa a acreditar que podia realmente vir a ser primeiro ministro, se se esforçasse, se trabalhasse para isso. Mas o que é genial é que quando eu vi essa cena no filme (vi o filme antes de ver o trailer), não tive a certeza se quem dizia, que acreditava poder ser ministro, era o Vincent Lindon-actor ou o Vincent Lindon-personagem. Nada é o que parece em Pater e principalmente nada tem uma leitura linear.

Melhores filmes de 2011 #14



The Anthem de Apichatpong Weerasethakul
(cinemateca- ciclo: "O mundo mágico de Apichatpong Weerasethakul")

O ciclo integral do Apichatpong na cinemateca incluía 4 sessões de curtas que começavam todas com o mesmo filme, The Anthem, um filme de 5 minutos com apenas 2 planos e que foi um dos filmes que mexeu mais comigo este ano, tornando-se talvez até numa obsessão para mim.
No dia em que o vi pela primeira vez, fui a duas sessões de curtas seguidas e por isso vi o filme 2 vezes, mas apercebi-me que quanto mais o via, mais tinha vontade de o rever. Desde essa altura já o revi muitas vezes, mas continua a deixar-me intrigado. É já o meu filme preferido do Apichatpong, juntamente com o Syndromes and a Century (se é que se pode comparar um filme de 5 minutos com um filme de 105...)

28 dezembro 2011

idle


A Etta James está internada, ligada a um ventilador e sedada, foi-lhe diagnosticada leucemia terminal e demência. Momentos antes de morrer vai acordar, tirar o tubo que tem na boca e, com o resto de voz que lhe sobrar, vai cantar o "At Last". Talvez sobreviva até ao final da música, talvez morra a meio, mas o seu filme terá um belo final.

27 dezembro 2011

Melhores filmes de 2011 #13


Rubber de Quentin Dupieux
(tirado da net, porque já estava farto de esperar que passasse nalgum sítio e não tinha sequer esperança que estreasse no cinema comercial, onde acabou por estar durante uma semana...)

Adoro os filmes do Quentin Dupieux. O Teo disse que este filme era a minha cara. E é. Gostava de o ter feito (mas não o fazia assim).
Não estava à espera que este filme estreasse no cinema, mas estava ainda menos à espera que fosse recebido com tanta indiferença, não houve nenhum crítico que realmente odiasse ou que realmente amasse, tudo mais ou menos indiferente, nada como a crowd da net...



Melhores filmes de 2011 #12



The Tree of Life de Terrence Malick
(cinema)

Há filmes assim, uns odeiam, outros adoram. Eu adorei, mas percebo os haters (alguns)... Admito que a música é horrível (principalmente o Lacrimosa), sei que é tudo tão estúpidamente belo que se torna insuportável e também detesto a cena final... Mas mesmo assim isso não me impediu de amar o filme e de ficar durante semanas obcecado a pensar na montagem alucinante deste filme (já aqui falei sobre isto). A marca que me deixou foi forte e mesmo que não seja perfeito (como era o The New World), foi dos filmes que mais me impressionou este ano.

Dantes falávamos português...


Este ano foi em espanhol, para o ano vai ser em francês!
mais info: aqui.